ANÁLISE
Estamos vivendo um tempo em que não se é mais privado a inteligência, na verdade, nunca se privou, porém hoje em dia, uma mentira está iludindo nossos jovens e futuros profissionais.
O nosso "querido" governo trouxe a solução dos problemas da sociedade que, nos idos de 2002, estava um tanto quanto desesperançosa no que dizia respeito ao futuro. Era a chance que precisavam para estancar uma ferida de imediato, mas não se preocuparam com a gangrena que poderia vir a aparecer. Essas metáforas ilustram nossa atual situação: temos fácil acesso às faculdades e universidades particulares, provenientes de um programa de inclusão de alunos de escola pública no ensino superior.
O PROUNI, a princípio pareceu-me uma ideia muito boa, pois eu e qualquer outro teríamos condições de cursar a tão sonhada faculdade. Mas depois de um tempo eu percebi o que aquilo representava realmente, uma forma de camuflar a péssima situação do ensino público. A intenção era fazer com que nos sentíssemos inferiores; não havia nada de errado no colégio, o problema era conosco, nós eramos os verdadeiros culpados de não termos nos dedicado e, por isso, incapazes de passar numa universidade federal.
O que precisa ser esclarecido é que o ensino básico, fundamental e médio é uma grande vergonha. Do que adianta o investimento gigantesco (de que tanto se é falado) nas universidades públicas se a grande maioria nem sequer desfruta desse benefício?
O programa foi criado para cobrir uma falha do governo anterior (FHC), mas não resolve nada. Os colégios estão repletos de professores mal-humorados/mal-preparados por falta de investimento federal, o que acaba deixando crianças e adolescentes à mercê de uma educação levada a "trancos e barrancos".
Outro ponto importante é perceber como questão de comodismo transforma os jovens, de forma a menosprezarem a si mesmo, às vezes nem almejando uma vaga nas universidades públicas, pois é mais fácil fazer a prova do Exame Nacional Ensino Médio e conseguir uma bolsa em faculdades privadas. O resultado de tudo isso: alunos saem colégio pior do que quando entraram, despreparados e sem perspectiva; fazem o ENEM em busca de uma vaga mais fácil; cursam em qualquer "UNIESQUINA" e, por fim, formam-se maus profissionais. Algumas tentativas de acabar com o elitismo nas universidades do Estado vêm em forma de ONGS, que mobilizam professores a dar aula (VOLUNTARIAMENTE) nos finais de semana para alunos de renda baixa e de escola pública que passam a perceber seu potencial e a possibilidade de estudar nas UF's. Essas organizações curam centenas de alunos todos os anos de se tornarem profissionais falhos.
Agora eu pergunto, você confiaria sua vida nas mãos de um médico mal preparado? Nas mãos de um dentista que não sabe nem quantos dentes há na boca? Ou na de um engenheiro civil que não tem noção de como construir um prédio?
PROPOSTA
Acabar com o PROUNI seria o primeiro passo para acabar com a política de ignorância instituída no Brasil. O investimento em educação básica, fundamental e média tem de ser prioridade. Tudo gira em torno do ensino, a saúde e a segurança (carros-chefe das campanhas) necessitam de profissionais aptos a exercer funções de extrema importância na sociedade. Incluir na grade curricular, matérias que transformem o ser humano, como Política e Etical Moral, e eliminem o tal "jeitinho brasileiro" de nossa cultura para sempre. Assim poderemos formar adolescentes que não depredem propriedades e/ou pichem muros.
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